Estilo e estrutura da documentação de uso#
Contrato de escrita deste conjunto documental. Vale para todo arquivo em docs/uso/.
Objetivo: o leitor achar a tarefa, executá-la e resolver o erro sem ler o código.
Regra de ouro: instrução não inventa#
Toda instrução precisa de âncora em uma destas fontes:
- Fonte de produto (origem preservada
C:/Users/fcocl/develop/Projetos-Novos/3ADigitalPdv, somente leitura): o contrato de navegação, o catálogo de parâmetros, as rotas da API, os rótulos das telas, as mensagens de erro e as tabelas do banco. - Documento normativo do próprio produto em
docs/da origem (solução, runbook, projeto), citado por caminho. - Regra do projeto Clabor.
Quando a fonte não confirmar um comportamento, não escreva "a confirmar". Separe em dois casos e trate cada um de forma diferente:
- É fato do produto que dá para provar (código, tela em execução, catálogo de parâmetros): vá provar e afirme, com a âncora. "A confirmar" aqui é preguiça, não rigor.
- É valor da instalação (parâmetro ajustável, endereço de rede, modelo de equipamento, processo da loja): não é dúvida — é um valor que o produto define por padrão e a loja pode mudar. Escreva em duas partes:
- o padrão de fábrica, com a âncora no catálogo de parâmetros;
- onde a sua loja muda, apontando para Administração › Parâmetros ou para o cadastro correspondente.
Use o bloco ## O que é de fábrica e o que a sua loja pode ter mudado, com uma tabela de três
colunas: Ponto · Padrão de fábrica · Como fica diferente.
- É limite externo ao produto (prazo legal, tabela da SEFAZ, custo comercial de terceiro): diga que o produto não cobre e quem responde por isso. Nunca deixe como pergunta em aberto.
O rótulo A confirmar em ambiente fica reservado ao caso raro: quando nem o produto nem a sua instalação puderem responder sem uma verificação que só o dono faz (ex.: medir a rede da loja). Se você usar o rótulo, diga o que exatamente precisa ser medido e quem faz.
Fonte para o padrão de fábrica: docs/uso/retaguarda/parametros-e-padroes.md, gerada do catálogo
real do produto. Não transcreva valor de parâmetro de memória.
Voz e forma#
- Português do Brasil, tratamento direto ao leitor ("você abre", "confirme o valor").
- Frase curta. Uma instrução por passo. Passo começa com verbo no imperativo.
- Nome de tela, campo, botão e tecla exatamente como aparece no produto; em negrito na primeira menção dentro de um procedimento (
**Finalizar**,**Sangria**,**F9**). - Caminho de menu no formato
Domínio > Tela, com os títulos reais do contrato de navegação. - Sem jargão de implementação na parte da tarefa. Detalhe técnico vai para a seção "Como funciona por dentro", e apenas quando muda a decisão do operador.
- Sem promessa de resultado não verificada; sem propaganda.
Estrutura obrigatória de um guia de tarefa#
Duas formas válidas de guia#
O conjunto usa as duas, e as duas são conformes:
Na forma 2, cada tarefa precisa de: pré-requisito (quando houver), passos numerados, o resultado esperado e a tabela de erro — os mesmos elementos da forma 1, distribuídos por tarefa em vez de por página. O rótulo de cada elemento pode variar, e as duas variações abaixo são conformes:
Não misture as duas formas na mesma página. O título do erro pode ser tabela em vez de seção: o que importa é o leitor achar o sintoma dele e a ação segura.
Referência de evidência#
- Formato: `
caminho/relativo.ext:linha` — relativo à raiz da origem para código do produto, ou à raiz do Clabor para regra do projeto. - Uma âncora por afirmação não óbvia. Não empilhar 20 âncoras no fim do arquivo sem relação com o texto.
- Se a âncora for um documento de solução da origem, citar o caminho e a seção, não a linha.
- Achado que contraria o que está documentado na origem entra como Divergência conhecida, com os dois lados citados. Não harmonizar em silêncio.
Blocos de aviso#
Usar com parcimônia, no máximo três por página:
> **Importante** —consequência fiscal, financeira ou de auditoria.> **Atenção** —risco de perda de dado ou de retrabalho.> **Dica** —atalho de operação.
Nomes de arquivo#
- Minúsculo, com hífens, legível, sem acento (regra de
clabor-erpia.md). README.mdé a porta de entrada de cada pasta.- Um arquivo por tarefa ou por tela; não criar arquivo gigante que junta assuntos distintos.
Índice e navegação#
- Todo arquivo novo precisa estar ligado a um índice. Documento sem entrada de índice é documento perdido.
- Link relativo entre arquivos do conjunto; link absoluto apenas para a origem de leitura.
- O índice aponta para a fonte única; não replica conteúdo.
Contrato de navegação: a fonte primária da retaguarda#
O menu da retaguarda não é escrito à mão: é gerado de
e publicado como dados em
(window.CONTRATO_NAVEGACAO). Ao documentar tela,
título de menu, caminho de destino ou permissão, leia esse contrato e cite-o — ele é a verdade do
produto, não a captura de tela de um dia.
A referência desta candidata é , conferida com o fonte em . Há 9 domínios, 93 entradas e 84 telas.
papel | Quantas | Como documentar |
|---|---|---|
principal | 76 | item principal do domínio |
fluxo_filho | 8 | etapa vinculada ao item pai |
atalho | 5 | acesso a uma tela já existente |
alias | 4 | outro nome para uma tela já existente |
Conte telas pelos papéis principal e fluxo_filho: 76 + 8 = 84.
Os 85 destinos distintos incluem o recorte tela/parametros?filtro=auditoria.
Um recorte não cria uma tela. O contrato possui 45 permissões principais e três alternativas,
somando 48 permissões distintas. Permissões de ações internas têm validação própria.
Use a referência gerada de telas para títulos, destinos e permissões.
Gere os derivados com node site/docs/fonte-comum.mjs após revisar mudanças no contrato.
A captura de uma instância local serve como diagnóstico; ela não substitui a revisão versionada.
Conferência automática de cobertura: scripts/verificar-cobertura-menu.ps1.